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Mãe e bebê morreram abraçados em desabamento após chuvas em MG

[Mãe e bebê morreram abraçados em desabamento após chuvas em MG ]
25/01/2020 00h15 Em: Nacional comentários

Uma família está entre os mortos da chuva que atinge Minas Gerais. Uma mãe e seus dois filhos morreram após o desabamento de sua casa em Ibirité, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte.

Momentos antes do desabamento, Samuel Ferreira, 25, ligou para a esposa, que estava com as crianças. "Ela estava se preparando para sair de casa, não deu tempo. Minha mulher e meus filhos estão lá. Foi tudo muito rápido."

Além da mulher e das crianças —que tinham seis anos e seis meses de idade, respectivamente—, a madrinha de uma das crianças estava no local. O paradeiro dela ainda é desconhecido.

 

Segundo a major Estela Vieira, do Corpo de Bombeiros, a identificação da mulher foi feita pela tatuagem nas costas dela, conforme relato de Samuel. Vieira ainda contou que mãe e bebê estavam abraçados quando seus corpos foram encontrados.

Além da casa de Samuel, outra residência também desabou no mesmo bairro. Nesse outro imóvel estavam três pessoas. Elas também são procuradas.

As chuvas que caíram nos últimos dois dias em Minas Gerais causam danos em cidades do estado, principalmente as localizadas na Grande BH. Segundo informações da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), por meio do seu coordenador tenente-coronel Flávio Godinho, moradores de 16 cidades diferentes já ficaram desabrigadas ou desalojados nas últimas 48 horas.

Mãe e bebê morreram abraçados em desabamento após chuvas em MG

Segundo Flávio Godinho, 1,9 mil pessoas estão desalojadas no estado, ou seja, estão morando provisoriamente em equipamentos públicos ou em casa de parentes. Outras 400 estão desabrigadas, o que totaliza 2,3 mil com suas moradias afetadas pela chuva.

Rios

"Preocupante" é a avaliação do tenente-coronel Flávio Godinho sobre o Rio das Velhas. Segundo ele, a chuva que poderá chegar nas próximas horas agrava a situação devido ao nível do rio.

De acordo com ele, a Cemig acompanha a situação ao lado da Defesa Civil para que o quadro não se agrave.

Chuva forte

Trovoadas e uma tempestade, ao contrário da chuva constante dos últimos dias: essa é a previsão do meteorologista Guilherme Schild, do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam).

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De acordo com Guilherme, a tempestade deve durar duas horas e resultará em uma quantidade de 100 milímetros. Depois, seguirá pela madrugada até a manhã deste sábado, quando a Grande BH deve ter uma estiagem.

Por isso, as equipes da Defesa Civil vão continuar em campo, bloqueando acesso a áreas de risco, segundo Godinho.

Redação

 

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