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Gastos da Câmara de Itanhém com supermercado são assombrosos, diz denuncia contra presidente afastado

[Gastos da Câmara de Itanhém com supermercado são assombrosos, diz denuncia contra presidente afastado ]
06/04/2020 11h39 Em: Itanhém comentários

Na gravíssima denúncia apresentada, último dia 30, ao Legislativo de Itanhém pelo empresário e suplente de vereador Anderson Santos de Sousa, o Bara, contra o presidente afastado da Câmara, Sasdelli Resende (PSDB), além de irregularidades em licitações e valores altos na compra de combustível, consta também gastos exagerados com supermercado.

Os gastos parecem mesmo assombrosos, como descreve a denúncia. Para se ter uma ideia, de janeiro de 2019 a janeiro de 2020, a maioria dos valores gastos mensalmente pela Câmara Municipal com supermercado ultrapassa R$ 4 mil e 600. Há valores que são superiores a R$ 4 mil e 800 e outros que chegam a quase R$ 5 mil.

O Água Preta News fez um levantamento desses materiais que são consumidos no dia a dia dos funcionários da Câmara. Além de material de limpeza, água mineral e copos descartáveis há também consumo de gêneros alimentícios como café, açúcar, leite, suco em pó, pão, queijo e presunto.

De segunda a sexta-feira esses alimentos são consumidos por cerca de 10 funcionários, considerando a presença diária do presidente da Câmara Municipal. As reuniões ordinárias, como se sabe, acontecem uma vez por semana. Logo, como se observa, é muito gasto pra pouco consumo.

Volta ao mundo

De acordo com denúncia, na gestão do presidente afastado, a gasolina que o Legislativo gastou a cada dois meses, daria, em média, para o único carro da Câmara dar quase uma volta completa ao mundo.

A circunferência equatorial do planeta é de pouco mais de 40 mil quilômetros e o Corolla – que até agora ninguém verdadeiramente explicou o mistério de sua perca total – fazendo entre 12 e 13 km por litro, gastaria em torno de 2.600 litros de combustível. Para o cálculo aproximada considerou-se o preço da gasolina a R$ 4,70.

Os gastos com combustível nos meses de novembro e dezembro do ano passado, por exemplo, chegaram, pasmem, a quase R$ 14 mil, exatos R$ 13.991,96. Pode não ser o caso deste gestor denunciado mas, o que se sabe é que comumente se justifica o alto consumo de combustível com a artimanha de utilizar a documentação de um veículo qualquer que nunca prestou nenhum serviço, num falso regime de comodato.


Por: Edelvânio Pinheiro / ÁguapretaNews

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