Ouça ao vivo a nossa rádio

#Fake: Ministério da Saúde nega que realiza repasse de verba por cada morte de covid-19

[#Fake: Ministério da Saúde nega que realiza repasse de verba por cada morte de covid-19 ]
24/06/2020 13h50 Em: Nacional comentários

Circula nas redes sociais um vídeo mostrando uma declaração de óbito de um paciente com suspeita de covid-19, da cidade de Ipê, no Rio Grande do Sul.

Segundo o narrador, o médico incluiu “suspeita de covid” no documento porque o hospital ganharia R$ 18 mil.

Por meio do ​projeto de verificação de notícias​, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado.

Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa, a primeira agência de fact-checking do Brasil:

A informação analisada é falsa.

  • O Ministério da Saúde, em nota, informou que não repassa verba aos estados e municípios por registro de morte por covid-19.
  • A distribuição dos recursos para o combate à pandemia é feita proporcionalmente ao número de habitantes de cada estado.
  • Além disso, de acordo com a necessidade local, municípios que já investem recursos para média e alta complexidade têm direito a uma parcela mensal extra.

    #Fake: Ministério da Saúde nega que realiza repasse de verba por cada morte de covid-19

    A informação falsa aparece ainda em outros contextos além do vídeo em questão.

    Declarações de óbito
    A Secretaria de Saúde de Ipê disse, em nota, que a declaração apresentada é de um óbito domiciliar que ocorreu no município no dia 16 de junho, atestado por médico lotado na secretaria.

    A nota diz que, por se tratar de um óbito domiciliar sem assistência médica, não foi possível precisar a causa da morte.

    Desta forma, diz a nota, seguiu-se o protocolo estabelecido em conjunto pelo Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Segundo esse protocolo, caso haja suspeita, por parte do médico, de que o paciente pode ter covid-19, ele deve incluir essa suspeita na declaração de óbito e coletar material biológico para realizar exame até 24 horas depois da morte.

    Segundo o Cremers, após o resultado do exame, a Secretaria de Saúde do município é responsável por retificar a declaração de óbito após a conclusão dos exames.

    A instituição pontua, ainda, que a declaração de óbito é um “ato médico” que deve ser produzido “independentemente de qualquer interferência da instituição de saúde”.

    O Ministério da Saúde publicou duas notas técnicas explicando como as declarações de óbito envolvendo Covid-19 devem ser preenchidas.

    A nota “Orientações para o preenchimento da Declaração de Óbito no contexto da COVID-19” diz: “se, no momento do preenchimento da DO [Declaração de Óbito], a causa da morte ainda não estiver confirmada para COVID-19, mas houver suspeição, o médico deverá registrar o termo ‘suspeita de COVID-19’”.

    O texto traz diversos exemplos, incluindo casos em que a presença do vírus é detectada, mas não é a causa da morte.

    Já a nota “Orientações para codificação das causas de morte no contexto da COVID-19” explica outras marcações que devem estar presentes na Declaração de Óbito de um caso suspeito de covid-19.

    O médico precisa sinalizar, por exemplo, se o cadáver já passou por teste laboratorial, indicando seu resultado.

    Nas estatísticas publicadas pelo governo, mortes causadas pelo novo coronavírus só são incluídas quando há confirmação laboratorial. Ou seja, casos e óbitos suspeitos não fazem parte dos números oficiais, exceto quando especificamente mencionados.

    Fonte: Lupa

    Acesse o conteúdo completo aqui.

Envie uma notícia
Curta nosso perfil

Para comentar esta notícia é necessário entrar com seu login no FACEBOOK.

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

? x