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China e Nova Zelândia mostram que não há como se livrar do coronavírus

[China e Nova Zelândia mostram que não há como se livrar do coronavírus ]
17/06/2020 10h33 Em: Mundo comentários

Os recentes casos do novo coronavírus confirmados na China e na Nova Zelândia, após períodos consideráveis sem registros da doença, mostram que não há como se livrar do vírus e alimentam a tendência de que a covid-19 se tornará endêmica. No caso do país asiático, foram identificados 27 novos casos ontem em Pequim, e mais de uma centena de contaminados na capital desde o último dia 12.

A endemia se caracteriza quando o vírus não se dissipa totalmente, e a doença acaba se manifestando com frequência em determinadas regiões, geralmente provocada por circunstâncias ou causas locais. Os tipos de influenza A e B, por exemplo, são considerados endêmicos no Brasil. A OMS já informou que há probabilidades consistentes de que o novo coronavírus entre nesse rol.

A China amenizou a chamada transmissão comunitária há cerca de dois meses, mas os novos casos fomentaram a preocupação das autoridades de saúde do país.

Com mais de 21 milhões de habitantes, Pequim iniciou uma operação que envolve cerca de 100 mil trabalhadores que devem destrinchar as mais de sete mil comunidades residenciais e vilarejos da cidade. Xu Ying, funcionário do comitê municipal do Partido Comunista da China em Pequim, chamou a operação de "batalha contra a doença" em entrevista coletiva.

Nova Zelândia tem casos importados

Considerada como exemplo nas políticas públicas que suprimiram a pandemia, a Nova Zelândia passa por situação semelhante à chinesa, embora em menor escala. Dois casos foram confirmados nesta semana, e as autoridades entraram em alerta após 25 dias sem detectar novas infecções do coronavírus.

Os dois casos, duas mulheres entre 30 e 49 anos da mesma família, conseguiram uma permissão para viajar do Reino Unido e comparecer ao funeral de um parente na Nova Zelândia.

Havia um planejamento rigoroso para atender o que o governo local chama de "isenções por compaixão", e que foi seguido à risca pelas pacientes. Agora, no entanto, o ministério da Saúde local vai rever essa política.

 

Uol

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