Áudios de WhatsApp revelam frieza de criminosos, antes e depois da morte de Cadinha, em Itanhém

[Áudios de WhatsApp revelam frieza de criminosos, antes e depois da morte de Cadinha, em Itanhém ]
12/04/2019 15h40 Em: Polícia comentários

O site Medeiros Dia Dia conseguiu, com exclusividade, gravações em áudio de um grupo de WhatsApp com conversas entre o menor A.S.O -  assassino confesso de Claudinei Ferreira de Novaes, o “Cadinha”; o possível mandante do crime, apontado por A.S.O como sendo “Athos”, e uma terceira pessoa ainda não identificada. As gravações mostram a frieza deles no planejamento e após a execução do crime.



Relembre o caso:

Claudinei Ferreira de Novaes, “Cadinha”, 40 anos de idade,  foi morto na noite da última segunda-feira, dia 08, mas o corpo só foi encontrado na manhã de terça (09), nas dependências do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), localizado na Praça José Resende Sobrinho, bairro São João, em Itanhém.

De acordo com informações, Cadinha estava em um bar quando foi atingido pelos primeiros  disparos de arma de fogo, e, provavelmente, pulou o muro do CAPS com a intenção de se esconder do assassino. Pelo menos cinco perfurações foram encontradas em seu corpo.

No mesmo dia em que o corpo foi encontrado, o 2º Pelotão da PM de Itanhém recebeu várias informações sobre a autoria e localização do suspeito, inclusive de que o mesmo estaria de posse de uma bolsa, possivelmente preparado para fugir da cidade. Ele foi encontrado,  cercado e capturado pelas guarnições, na rua Itaúna, bairro Leopoldina Botelho e, sem nenhum constrangimento, confessou ser o autor do homicídio.

No momento em que foi detido, A.S.O. não portava nenhuma documentação, mas disse aos policiais que tinha 19 anos.  Ele ouviu voz de prisão e foi conduzido até a sede da 8ª Coorpin de Teixeira de Freitas, onde reafirmou para delegado, Charlton Bortolini, que foi o autor do crime. Fato é que, depois de ser ouvido, ele revelou ao Conselho Tutelar que é menor de idade.

Na tentativa de diminuir sua culpa, A.S.O. disse ainda que a morte de Cadinha foi encomendada por um traficante de prenome “Athos”, pois a vítima estaria em dívida com o tráfico. Disse ainda que foi induzido e ameaçado pois, se não executasse o serviço, ele  morreria.  Sobre a arma utilizada, A.S.O. disse que é de propriedade de Athos e que foi devolvida após o crime.

Ainda em depoimento, ele revelou participação, juntamente com Athos, em uma tentativa de assassinato contra a vida de outro desafeto, conhecido como “Marcos”, que disputa área do tráfico na cidade; e que Athos teria disparado várias vezes na direção do adversário, mas não o atingiu.

Por não ter sido apresentado em ato de flagrante, A.S.O. foi ouvido e liberado, mas seu depoimento foi encaminhado para o delegado substituto de Itanhém, Dr. Willian Telles, para que possa ser juntado ao inquérito policial sobre o homicídio, devendo ser pedido à Justiça a apreensão preventiva do réu confesso.

Áudios de WhatsApp revelam frieza de criminosos, antes e depois da morte de “Cadinha”, em Itanhém.

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